Tecnologia
September 10, 2026

Tráfego do ChatGPT no GA4: como medir as visitas vindas de IAs

Aprenda a medir o tráfego do ChatGPT e de outras IAs no GA4: canal AI Assistant, regex testado, grupo de canais, exploração e cruzamento com leads.
Símbolo da PIPA Marketing

Para medir o tráfego do ChatGPT e de outras IAs no GA4, confira primeiro o canal nativo AI Assistant, criado pelo Google em maio de 2026, e depois crie um grupo de canais personalizado com uma regra de regex na dimensão origem (por exemplo, chatgpt.com, perplexity.ai, gemini.google.com, claude.ai e copilot.com), posicionada acima de Pesquisa orgânica e Referência.

O motivo para não parar no canal nativo é simples: o Google não publicou a lista completa de assistentes que ele reconhece, e você precisa de uma regra que controla e consegue auditar. Com as duas camadas, dá para comparar sessões, engajamento e eventos principais das visitas de IA com os demais canais.

Neste tutorial, a gente mostra os referenciadores atuais de cada IA, o regex testado linha a linha, os passos na interface do GA4, a exploração para analisar páginas de entrada, como cruzar com leads no CRM e as limitações que fazem parte desse tráfego chegar como direto.

Por que o tráfego do ChatGPT some nos relatórios padrão do GA4

Quando alguém clica em um link dentro de uma resposta de IA, o navegador costuma enviar ao seu site o endereço de origem, o chamado referenciador. O GA4 transforma essa informação nas dimensões origem e mídia da sessão e, a partir delas, decide em qual canal a visita entra.

Até maio de 2026, não existia canal próprio para IA. As visitas de chatgpt.com e perplexity.ai se misturavam em Referência, ao lado de parceiros, diretórios e sites de imprensa. Quem não abria o relatório de origem e mídia simplesmente não via o volume.

Há ainda um detalhe do ChatGPT. Segundo a central de ajuda da OpenAI para publishers, o ChatGPT inclui automaticamente o parâmetro utm_source=chatgpt.com nos links de referência. Como não há utm_medium, esse tráfego pode aparecer com mídia "(not set)" e, dependendo das regras, cair em Não atribuído.

O canal nativo AI Assistant do GA4: o que ele pega e o que deixa de fora

Em maio de 2026, o Google Analytics anunciou o canal AI Assistant no grupo de canais padrão. Segundo a definição oficial, quando o referenciador corresponde a uma lista de assistentes de IA, o GA4 define a mídia como ai-assistant e a campanha como (ai-assistant). A regra do canal é mídia exatamente igual a ai-assistant.

A documentação dá como exemplos ChatGPT, Gemini, DeepSeek, Copilot e Grok, sem publicar a lista completa. Ela também esclarece um ponto que muda a leitura dos dados: o canal AI Assistant exclui o AI Overviews e o AI Mode do Google, que continuam contados em Pesquisa orgânica.

Onde conferir o canal nativo

  1. No menu lateral, abra Relatórios e depois Aquisição e Aquisição de tráfego (em inglês: Reports, Acquisition, Traffic acquisition).
  2. Mantenha a dimensão principal em Grupo de canais padrão da sessão (Session default channel group).
  3. Procure a linha AI Assistant. Se ela não aparecer, a propriedade ainda não recebeu sessões classificadas no canal no período selecionado.
  4. Troque a dimensão para Origem/mídia da sessão e filtre por "ai-assistant" para ver quais origens o Google está reconhecendo.

Os nomes de menus podem variar um pouco conforme o idioma da interface. Por isso, a gente indica o nome em inglês entre parênteses nos passos principais.

Quais são os referenciadores das IAs em 2026

A lista abaixo reúne os endereços web oficiais de cada assistente, verificados nas páginas dos fabricantes em setembro de 2026. São esses domínios que aparecem como origem da sessão quando o referenciador é enviado.

  • ChatGPT: chatgpt.com. O endereço antigo chat.openai.com ainda pode aparecer em dados históricos.
  • Perplexity: perplexity.ai, com ou sem www.
  • Gemini: gemini.google.com. Visitas vindas do AI Overviews e do AI Mode chegam como google / organic, e não por esse domínio.
  • Microsoft Copilot: a página de suporte da Microsoft indica copilot.com para a versão pessoal e copilot.cloud.microsoft para o Microsoft 365 Copilot. O endereço anterior, copilot.microsoft.com, pode aparecer em dados históricos.
  • Claude: claude.ai.
  • DeepSeek: chat.deepseek.com.
  • Grok: grok.com, segundo a documentação da xAI.
  • Meta AI: meta.ai.
  • Mistral: chat.mistral.ai, endereço do assistente que a Mistral renomeou de Le Chat para Vibe.

Antes de copiar qualquer regex, abra o relatório de origem/mídia dos últimos 90 dias e procure esses domínios na sua propriedade. Se aparecer uma variação não prevista, inclua na regra.

Passo a passo: grupo de canais personalizado com regex para IA no GA4

O grupo de canais personalizado é a peça central do tutorial. Segundo a ajuda oficial do GA4, ele se aplica também aos dados históricos, pode ser usado como dimensão em relatórios, explorações e públicos, e propriedades padrão podem ter até dois grupos personalizados, com até 50 canais cada.

O regex

Use esta expressão na condição de origem:

^(.+\.)?(chatgpt\.com|chat\.openai\.com|perplexity\.ai|gemini\.google\.com|copilot\.com|copilot\.microsoft\.com|copilot\.cloud\.microsoft|claude\.ai|deepseek\.com|grok\.com|meta\.ai|chat\.mistral\.ai)$

Como ela funciona: ^ e $ marcam início e fim do valor. O trecho (.+\.)? aceita qualquer subdomínio opcional, como www. ou chat.. Os pontos têm barra invertida para serem lidos como ponto literal, e não como "qualquer caractere".

O teste mental da expressão

A documentação de regex do GA4 informa que a correspondência é completa e sensível a maiúsculas por padrão. Com essa regra em mente, veja como a expressão se comporta com valores reais de origem:

  • chatgpt.com: corresponde (subdomínio vazio).
  • www.perplexity.ai: corresponde (www. entra no subdomínio opcional).
  • chat.deepseek.com: corresponde (chat. é o subdomínio, deepseek.com é o domínio listado).
  • gemini.google.com: corresponde.
  • google.com: não corresponde, e é o esperado, porque é busca orgânica.
  • bing.com: não corresponde, também correto.
  • mistral.ai: não corresponde, porque o site institucional não é o assistente.
  • openai.com: não corresponde, já que visitas vindas do blog ou da documentação da OpenAI não são respostas de IA.
  • chatgpt.com.br: não corresponde, por causa do $.
  • ChatGPT em maiúsculas, digitado numa UTM manual: não corresponde. Padronize UTMs em minúsculas.

Deixamos de fora m365.cloud.microsoft de propósito: é o portal geral do Microsoft 365, e cliques vindos de e-mail ou documentos corporativos inflariam o canal de IA.

Os passos na interface

  1. Clique em Administrador (Admin), no ícone de engrenagem, no canto inferior esquerdo.
  2. Na coluna da propriedade, abra Exibição de dados e depois Grupos de canais (Data display, Channel groups).
  3. Clique em Criar novo grupo de canais (Create new channel group). O GA4 começa com uma cópia do grupo padrão, o que preserva os demais canais.
  4. Dê um nome, por exemplo "Canais com IA", e uma descrição com a data da criação.
  5. Clique em Adicionar novo canal (Add new channel) e nomeie como "IA generativa".
  6. Na primeira condição, escolha a dimensão Origem (Source), o operador corresponde à regex (matches regex) e cole a expressão.
  7. Adicione uma segunda condição com OU: dimensão Mídia (Medium), operador corresponde exatamente, valor ai-assistant. Assim o canal inclui tudo que o Google já reconhece.
  8. Salve o canal, clique em Reordenar (Reorder) e arraste "IA generativa" para o topo da lista, acima de Pesquisa orgânica e Referência. Clique em Aplicar.
  9. Clique em Salvar grupo (Save group).

A ordem merece atenção redobrada. O GA4 envia cada sessão para o primeiro canal cuja definição ela atende, então, com "IA generativa" abaixo de Referência, as visitas de perplexity.ai com mídia referral nunca chegam ao canal novo.

O canal AI Assistant que veio na cópia pode ficar onde está. Com o novo canal acima dele, ele simplesmente deixa de receber sessões.

Como validar

Volte a Aquisição de tráfego, clique no seletor da dimensão principal e escolha o grupo "Canais com IA". Adicione Origem/mídia da sessão como dimensão secundária e confira se todas as linhas do canal "IA generativa" são de fato assistentes de IA.

Como analisar o tráfego de IA em uma exploração do GA4

O relatório de aquisição mostra o volume. A exploração mostra o que esse tráfego faz. Monte uma exploração livre com os passos abaixo e salve para reutilizar todo mês.

  1. No menu lateral, abra Explorar (Explore) e escolha Exploração livre (Free form).
  2. Em Dimensões, importe Origem da sessão, Página de destino + string de consulta, Grupo de canais padrão da sessão e o grupo personalizado "Canais com IA".
  3. Em Métricas, importe Sessões, Sessões engajadas, Taxa de engajamento, Eventos principais e Taxa de eventos principais da sessão.
  4. Arraste Origem da sessão para Linhas e as métricas para Valores.
  5. Em Filtros, use o grupo "Canais com IA" com correspondência exata a "IA generativa". Como alternativa, filtre Origem da sessão com a opção de regex e a mesma expressão.
  6. Troque Linhas para Página de destino + string de consulta. Essa visão responde qual conteúdo as IAs mais enviam para o site.
  7. Crie uma segunda aba com Grupo de canais padrão nas Linhas e compare a taxa de eventos principais da IA com Pesquisa orgânica e Referência.

Uma dica de configuração: a exploração só alcança o período de retenção de dados da propriedade. Em Administrador, Coleta e modificação de dados, Retenção de dados, confira se o prazo de eventos está no máximo disponível para o seu tipo de propriedade.

Como cruzar o tráfego do ChatGPT com conversões e leads

Volume de sessão impressiona pouco a diretoria de uma empresa B2B. O que interessa é quantas oportunidades vieram desse canal e quanto elas valem. Para chegar lá, são três camadas.

1. Eventos principais bem definidos

Confirme em Administrador, Exibição de dados, Eventos principais (Key events) que envio de formulário, pedido de demonstração e clique no WhatsApp estão marcados. Sem isso, a coluna de eventos principais da exploração fica vazia e a comparação entre canais perde sentido.

2. Origem gravada no formulário

O GA4 não guarda dado pessoal do lead, então o cruzamento com vendas acontece no CRM. A prática mais usada é gravar a origem e a página de entrada da primeira visita em campos ocultos do formulário, via Google Tag Manager ou recurso do próprio CRM. O lead chega ao comercial com "chatgpt.com" registrado.

3. Leitura por oportunidade, e não por sessão

No CRM, agrupe os leads pela origem gravada e acompanhe taxa de qualificação, oportunidades abertas e receita. Se o site recebe visitas de IA e quase nenhum contato, o problema pode estar na página, e o artigo sobre site que recebe visitas e não gera contato ajuda a investigar.

Lembre que o comprador B2B raramente converte na primeira visita. Uma pessoa pode descobrir a marca no ChatGPT e voltar dias depois pela busca de marca. Por isso, a origem de primeiro toque no CRM costuma revelar mais do que o último clique do GA4.

Limitações: o tráfego de IA que chega como direto

Nenhuma configuração captura todo o tráfego de IA. Vale conhecer os pontos cegos antes de apresentar o número.

  • Visitas sem referenciador. Navegadores de aplicativos, apps móveis e links copiados e colados podem chegar sem origem e ser contados como Direto, como observa a cobertura do Search Engine Journal sobre o canal nativo.
  • Navegadores com IA. Análise publicada pela MarTech relata que o Comet, da Perplexity, costuma passar perplexity.ai como referência, enquanto o ChatGPT Atlas pode ocultar a origem e inflar o Direto.
  • AI Overviews e AI Mode. Pela definição oficial, entram em Pesquisa orgânica. Para ver essa presença, use o relatório de desempenho de IA generativa do Search Console.
  • Menção sem clique. A IA pode recomendar a marca sem link, e a pessoa buscar pelo nome depois. Isso aparece como busca orgânica de marca, e não como IA.
  • Consentimento de cookies. Visitantes que recusam cookies podem não ser medidos da mesma forma, e isso afeta todos os canais, não só IA.
  • Lista nativa fechada. Como o Google não publicou a lista de assistentes do canal AI Assistant, uma IA nova pode ficar em Referência até ser incluída.

Uma forma honesta de reportar: apresente o canal de IA como piso do tráfego real, acompanhe a tendência de Direto para páginas profundas (como artigos e comparativos, que raramente são digitados) e complemente com o monitoramento de menções, tema do guia sobre como ser citado por ChatGPT, Perplexity e Gemini.

Erros comuns ao medir tráfego de IA no GA4

  • Deixar o canal personalizado abaixo de Referência. A ordem decide o canal. Coloque a IA no topo.
  • Usar regex sem escapar os pontos. Sem a barra invertida, claude.ai também aceitaria valores como "claudexai", e a regra fica imprevisível.
  • Esquecer que a correspondência é completa. No grupo de canais, chatgpt sozinho não corresponde a chatgpt.com. Use a expressão completa ou curingas.
  • Incluir domínios genéricos. google.com, bing.com, openai.com e portais corporativos distorcem o canal.
  • Usar só filtro de relatório. Filtro não cria dimensão reutilizável. O grupo de canais serve para relatórios, explorações e públicos.
  • Confiar só no canal nativo. Sem lista pública, não há como auditar o que entra e o que fica de fora.
  • Medir sessão e ignorar oportunidade. O canal de IA só entra no planejamento quando aparece no CRM.

Bastidor: como a gente reporta o canal de IA para clientes B2B

Nos projetos da Pipa, o canal de IA não ganha um relatório separado. Ele entra no mesmo painel de orgânico, porque as duas frentes dividem o mesmo trabalho de conteúdo, técnico e autoridade, e porque a conversa com a diretoria precisa acontecer em oportunidade e custo, não em sessão.

É o mesmo princípio aplicado aos cases da agência. Na GWCloud, o resultado reportado foi crescimento de 85% no tráfego orgânico e redução de 32% no custo por oportunidade. Na Britannica Education, 70% a mais de MQLs e orgânico dobrado em 9 meses. As fontes são GA4, Search Console e CRM dos clientes, e os detalhes estão em cases.

Na prática, o grupo de canais descrito aqui é um dos primeiros ajustes quando a gente assume um projeto de SEO para IA. Sem medição confiável, fica impossível saber se o trabalho de ser citado está virando visita e oportunidade.

Checklist: tráfego de IA configurado no GA4

  • Canal nativo AI Assistant conferido em Aquisição de tráfego.
  • Origens de IA dos últimos 90 dias levantadas no relatório de origem/mídia.
  • Regex ajustado com as variações encontradas e testado com valores reais.
  • Grupo de canais personalizado criado em Administrador, Exibição de dados, Grupos de canais.
  • Canal "IA generativa" com condição de origem por regex OU mídia ai-assistant.
  • Canal movido para o topo, acima de Pesquisa orgânica e Referência.
  • Validação feita com origem/mídia como dimensão secundária.
  • Exploração livre salva com origem, página de destino e eventos principais.
  • Eventos principais revisados (formulário, demonstração, WhatsApp).
  • Origem de primeiro toque gravada no formulário e visível no CRM.
  • Relatório de IA generativa do Search Console acompanhado para AI Overviews e AI Mode.
  • Regex revisado a cada trimestre para incluir novos assistentes.

Perguntas frequentes sobre tráfego de IA no GA4

O GA4 já separa o tráfego do ChatGPT sozinho?

Em parte. Desde maio de 2026, o grupo de canais padrão tem o canal AI Assistant, que classifica visitas de assistentes reconhecidos, como ChatGPT, Gemini, DeepSeek, Copilot e Grok. O Google não publicou a lista completa, então vale criar também um grupo de canais personalizado com regex, que você controla e consegue auditar.

Qual regex usar para o tráfego de IA no GA4?

Uma expressão que cobre os principais assistentes em 2026 é ^(.+\.)?(chatgpt\.com|chat\.openai\.com|perplexity\.ai|gemini\.google\.com|copilot\.com|copilot\.microsoft\.com|copilot\.cloud\.microsoft|claude\.ai|deepseek\.com|grok\.com|meta\.ai|chat\.mistral\.ai)$. Ela aceita subdomínios, respeita a correspondência completa do GA4 e evita domínios genéricos. Ajuste com as origens que aparecem na sua propriedade.

O tráfego do AI Overviews aparece no canal de IA?

Não. Pela definição oficial do grupo de canais padrão, o AI Overviews e o AI Mode ficam em Pesquisa orgânica, com origem google e mídia organic. O GA4 não separa esses cliques. Para acompanhar a presença nesses recursos, use o relatório de desempenho de IA generativa do Search Console, que mostra impressões por página, país, data e dispositivo.

Por que aparece chatgpt.com / (not set) nos relatórios?

O ChatGPT adiciona utm_source=chatgpt.com aos links, conforme a central de ajuda da OpenAI, mas não inclui utm_medium. Com origem e sem mídia, a sessão pode ficar com mídia "(not set)" e cair em Não atribuído. A regra personalizada baseada na dimensão origem resolve, porque não depende da mídia.

O grupo de canais personalizado vale para dados antigos?

Vale. Segundo a ajuda oficial do Google Analytics, grupos de canais personalizados se aplicam aos dados históricos, então você consegue comparar o tráfego de IA com meses anteriores logo depois de salvar. O limite nas explorações é o período de retenção de dados configurado na propriedade, que precisa ser conferido na área de administração.

Quanto do tráfego de IA o GA4 não consegue ver?

Não existe número oficial. Visitas vindas de aplicativos, links copiados e alguns navegadores com IA podem chegar sem referenciador e ser contadas como Direto. Estimativas de mercado variam bastante entre estudos. O mais seguro é tratar o canal de IA como piso e observar, junto, o tráfego direto em páginas profundas do site.

Consigo saber qual pergunta a pessoa fez no ChatGPT?

Não. O referenciador informa só o domínio de origem, e a OpenAI não indica em sua documentação para publishers qualquer forma de ver o prompt que gerou a visita. O que dá para analisar é a página de destino, que sugere o tema da conversa, e o monitoramento de menções com ferramentas que simulam perguntas.

O próximo passo

Se a sua empresa quer saber quanto do tráfego e das oportunidades já vêm das IAs, e o que fazer para aumentar essa participação com medição confiável, a gente revisa GA4, Search Console e origem dos leads com você.

Quero meu diagnóstico gratuito

Newsletter

Inscreva-se e informe-se!