
Para medir o tráfego do ChatGPT e de outras IAs no GA4, confira primeiro o canal nativo AI Assistant, criado pelo Google em maio de 2026, e depois crie um grupo de canais personalizado com uma regra de regex na dimensão origem (por exemplo, chatgpt.com, perplexity.ai, gemini.google.com, claude.ai e copilot.com), posicionada acima de Pesquisa orgânica e Referência.
O motivo para não parar no canal nativo é simples: o Google não publicou a lista completa de assistentes que ele reconhece, e você precisa de uma regra que controla e consegue auditar. Com as duas camadas, dá para comparar sessões, engajamento e eventos principais das visitas de IA com os demais canais.
Neste tutorial, a gente mostra os referenciadores atuais de cada IA, o regex testado linha a linha, os passos na interface do GA4, a exploração para analisar páginas de entrada, como cruzar com leads no CRM e as limitações que fazem parte desse tráfego chegar como direto.
Quando alguém clica em um link dentro de uma resposta de IA, o navegador costuma enviar ao seu site o endereço de origem, o chamado referenciador. O GA4 transforma essa informação nas dimensões origem e mídia da sessão e, a partir delas, decide em qual canal a visita entra.
Até maio de 2026, não existia canal próprio para IA. As visitas de chatgpt.com e perplexity.ai se misturavam em Referência, ao lado de parceiros, diretórios e sites de imprensa. Quem não abria o relatório de origem e mídia simplesmente não via o volume.
Há ainda um detalhe do ChatGPT. Segundo a central de ajuda da OpenAI para publishers, o ChatGPT inclui automaticamente o parâmetro utm_source=chatgpt.com nos links de referência. Como não há utm_medium, esse tráfego pode aparecer com mídia "(not set)" e, dependendo das regras, cair em Não atribuído.
Em maio de 2026, o Google Analytics anunciou o canal AI Assistant no grupo de canais padrão. Segundo a definição oficial, quando o referenciador corresponde a uma lista de assistentes de IA, o GA4 define a mídia como ai-assistant e a campanha como (ai-assistant). A regra do canal é mídia exatamente igual a ai-assistant.
A documentação dá como exemplos ChatGPT, Gemini, DeepSeek, Copilot e Grok, sem publicar a lista completa. Ela também esclarece um ponto que muda a leitura dos dados: o canal AI Assistant exclui o AI Overviews e o AI Mode do Google, que continuam contados em Pesquisa orgânica.
Os nomes de menus podem variar um pouco conforme o idioma da interface. Por isso, a gente indica o nome em inglês entre parênteses nos passos principais.
A lista abaixo reúne os endereços web oficiais de cada assistente, verificados nas páginas dos fabricantes em setembro de 2026. São esses domínios que aparecem como origem da sessão quando o referenciador é enviado.
Antes de copiar qualquer regex, abra o relatório de origem/mídia dos últimos 90 dias e procure esses domínios na sua propriedade. Se aparecer uma variação não prevista, inclua na regra.
O grupo de canais personalizado é a peça central do tutorial. Segundo a ajuda oficial do GA4, ele se aplica também aos dados históricos, pode ser usado como dimensão em relatórios, explorações e públicos, e propriedades padrão podem ter até dois grupos personalizados, com até 50 canais cada.
Use esta expressão na condição de origem:
^(.+\.)?(chatgpt\.com|chat\.openai\.com|perplexity\.ai|gemini\.google\.com|copilot\.com|copilot\.microsoft\.com|copilot\.cloud\.microsoft|claude\.ai|deepseek\.com|grok\.com|meta\.ai|chat\.mistral\.ai)$
Como ela funciona: ^ e $ marcam início e fim do valor. O trecho (.+\.)? aceita qualquer subdomínio opcional, como www. ou chat.. Os pontos têm barra invertida para serem lidos como ponto literal, e não como "qualquer caractere".
A documentação de regex do GA4 informa que a correspondência é completa e sensível a maiúsculas por padrão. Com essa regra em mente, veja como a expressão se comporta com valores reais de origem:
Deixamos de fora m365.cloud.microsoft de propósito: é o portal geral do Microsoft 365, e cliques vindos de e-mail ou documentos corporativos inflariam o canal de IA.
A ordem merece atenção redobrada. O GA4 envia cada sessão para o primeiro canal cuja definição ela atende, então, com "IA generativa" abaixo de Referência, as visitas de perplexity.ai com mídia referral nunca chegam ao canal novo.
O canal AI Assistant que veio na cópia pode ficar onde está. Com o novo canal acima dele, ele simplesmente deixa de receber sessões.
Volte a Aquisição de tráfego, clique no seletor da dimensão principal e escolha o grupo "Canais com IA". Adicione Origem/mídia da sessão como dimensão secundária e confira se todas as linhas do canal "IA generativa" são de fato assistentes de IA.
O relatório de aquisição mostra o volume. A exploração mostra o que esse tráfego faz. Monte uma exploração livre com os passos abaixo e salve para reutilizar todo mês.
Uma dica de configuração: a exploração só alcança o período de retenção de dados da propriedade. Em Administrador, Coleta e modificação de dados, Retenção de dados, confira se o prazo de eventos está no máximo disponível para o seu tipo de propriedade.
Volume de sessão impressiona pouco a diretoria de uma empresa B2B. O que interessa é quantas oportunidades vieram desse canal e quanto elas valem. Para chegar lá, são três camadas.
Confirme em Administrador, Exibição de dados, Eventos principais (Key events) que envio de formulário, pedido de demonstração e clique no WhatsApp estão marcados. Sem isso, a coluna de eventos principais da exploração fica vazia e a comparação entre canais perde sentido.
O GA4 não guarda dado pessoal do lead, então o cruzamento com vendas acontece no CRM. A prática mais usada é gravar a origem e a página de entrada da primeira visita em campos ocultos do formulário, via Google Tag Manager ou recurso do próprio CRM. O lead chega ao comercial com "chatgpt.com" registrado.
No CRM, agrupe os leads pela origem gravada e acompanhe taxa de qualificação, oportunidades abertas e receita. Se o site recebe visitas de IA e quase nenhum contato, o problema pode estar na página, e o artigo sobre site que recebe visitas e não gera contato ajuda a investigar.
Lembre que o comprador B2B raramente converte na primeira visita. Uma pessoa pode descobrir a marca no ChatGPT e voltar dias depois pela busca de marca. Por isso, a origem de primeiro toque no CRM costuma revelar mais do que o último clique do GA4.
Nenhuma configuração captura todo o tráfego de IA. Vale conhecer os pontos cegos antes de apresentar o número.
Uma forma honesta de reportar: apresente o canal de IA como piso do tráfego real, acompanhe a tendência de Direto para páginas profundas (como artigos e comparativos, que raramente são digitados) e complemente com o monitoramento de menções, tema do guia sobre como ser citado por ChatGPT, Perplexity e Gemini.
Nos projetos da Pipa, o canal de IA não ganha um relatório separado. Ele entra no mesmo painel de orgânico, porque as duas frentes dividem o mesmo trabalho de conteúdo, técnico e autoridade, e porque a conversa com a diretoria precisa acontecer em oportunidade e custo, não em sessão.
É o mesmo princípio aplicado aos cases da agência. Na GWCloud, o resultado reportado foi crescimento de 85% no tráfego orgânico e redução de 32% no custo por oportunidade. Na Britannica Education, 70% a mais de MQLs e orgânico dobrado em 9 meses. As fontes são GA4, Search Console e CRM dos clientes, e os detalhes estão em cases.
Na prática, o grupo de canais descrito aqui é um dos primeiros ajustes quando a gente assume um projeto de SEO para IA. Sem medição confiável, fica impossível saber se o trabalho de ser citado está virando visita e oportunidade.
Em parte. Desde maio de 2026, o grupo de canais padrão tem o canal AI Assistant, que classifica visitas de assistentes reconhecidos, como ChatGPT, Gemini, DeepSeek, Copilot e Grok. O Google não publicou a lista completa, então vale criar também um grupo de canais personalizado com regex, que você controla e consegue auditar.
Uma expressão que cobre os principais assistentes em 2026 é ^(.+\.)?(chatgpt\.com|chat\.openai\.com|perplexity\.ai|gemini\.google\.com|copilot\.com|copilot\.microsoft\.com|copilot\.cloud\.microsoft|claude\.ai|deepseek\.com|grok\.com|meta\.ai|chat\.mistral\.ai)$. Ela aceita subdomínios, respeita a correspondência completa do GA4 e evita domínios genéricos. Ajuste com as origens que aparecem na sua propriedade.
Não. Pela definição oficial do grupo de canais padrão, o AI Overviews e o AI Mode ficam em Pesquisa orgânica, com origem google e mídia organic. O GA4 não separa esses cliques. Para acompanhar a presença nesses recursos, use o relatório de desempenho de IA generativa do Search Console, que mostra impressões por página, país, data e dispositivo.
O ChatGPT adiciona utm_source=chatgpt.com aos links, conforme a central de ajuda da OpenAI, mas não inclui utm_medium. Com origem e sem mídia, a sessão pode ficar com mídia "(not set)" e cair em Não atribuído. A regra personalizada baseada na dimensão origem resolve, porque não depende da mídia.
Vale. Segundo a ajuda oficial do Google Analytics, grupos de canais personalizados se aplicam aos dados históricos, então você consegue comparar o tráfego de IA com meses anteriores logo depois de salvar. O limite nas explorações é o período de retenção de dados configurado na propriedade, que precisa ser conferido na área de administração.
Não existe número oficial. Visitas vindas de aplicativos, links copiados e alguns navegadores com IA podem chegar sem referenciador e ser contadas como Direto. Estimativas de mercado variam bastante entre estudos. O mais seguro é tratar o canal de IA como piso e observar, junto, o tráfego direto em páginas profundas do site.
Não. O referenciador informa só o domínio de origem, e a OpenAI não indica em sua documentação para publishers qualquer forma de ver o prompt que gerou a visita. O que dá para analisar é a página de destino, que sugere o tema da conversa, e o monitoramento de menções com ferramentas que simulam perguntas.
Se a sua empresa quer saber quanto do tráfego e das oportunidades já vêm das IAs, e o que fazer para aumentar essa participação com medição confiável, a gente revisa GA4, Search Console e origem dos leads com você.