
Para usar o Google Search Console na busca de palavras-chave, abra o relatório Desempenho > Resultados da pesquisa, selecione os últimos 3 meses, ative cliques, impressões, CTR e posição média e aplique seis filtros: consultas entre as posições 8 e 20, consultas com muitas impressões e CTR baixo, perguntas (com regex), consultas sem página dedicada, consultas que cresceram na comparação de períodos e consultas de intenção comercial. Com prática, o levantamento cabe em 30 minutos.
A vantagem sobre qualquer ferramenta paga é a origem do dado. O Search Console mostra as buscas reais em que o seu site já apareceu no Google, com impressões e cliques medidos pelo próprio Google. São termos em que o site já tem algum sinal de relevância, e por isso tendem a responder mais rápido a uma atualização de conteúdo do que um tema começado do zero.
Este tutorial mostra como preparar o relatório, o passo a passo de cada filtro (com as expressões regulares prontas para copiar), como transformar a lista em pauta e em atualização de páginas, os limites do dado que você precisa conhecer e os erros que fazem a análise apontar para o lugar errado.
Ferramentas de pesquisa de palavras-chave trabalham com volume de busca estimado a partir de painéis e modelos. Já o Search Console registra impressões, cliques e posição do seu site na Pesquisa Google. Para decidir o que atualizar e o que criar em um site que já tem conteúdo, esse é o dado mais próximo da realidade.
O relatório também revela consultas que nenhuma ferramenta externa lista, principalmente as de cauda longa, em português e específicas do seu setor. Em empresas B2B, é comum que as consultas mais valiosas tenham pouco volume e intenção de compra clara.
O relatório fica em Desempenho > Resultados da pesquisa no menu lateral. A ajuda oficial em português o chama de "Relatório de Performance (resultados da Pesquisa)". Antes dos filtros, deixe a base assim:
A ajuda de filtragem e comparação avançadas informa que o Search Console usa a sintaxe RE2 nas expressões regulares. Os exemplos deste artigo seguem essa sintaxe.
Cada filtro abaixo leva cerca de 4 a 5 minutos e gera uma lista curta. Exporte cada lista (botão de exportação, com opção de Planilhas Google, Excel ou CSV) ou copie as linhas para uma planilha única.
São as consultas em que o site aparece no fim da primeira página ou na segunda. O Google já considera a página relevante, e uma melhoria de conteúdo, título ou links internos pode ser suficiente para subir algumas posições.
Como fazer: na aba Consultas, use o ícone de filtro da tabela para mostrar só as linhas com posição maior que 7,9 e menor que 20,1. Se preferir, exporte para Planilhas Google e aplique o filtro na coluna de posição. Ordene o resultado por impressões, do maior para o menor.
O que fazer com a lista: para cada consulta, clique na linha e abra a aba Páginas para ver qual URL aparece. Anote a consulta, a página, as impressões e a posição. As consultas com mais impressões e intenção próxima do que a empresa vende vão para o topo da fila de atualização.
Uma consulta com milhares de impressões e poucos cliques indica que o resultado aparece e não convence. As causas mais comuns são título genérico, descrição que não responde à busca e posição abaixo de outros elementos da página de resultados.
Como fazer: ainda na aba Consultas, ordene por impressões e filtre as linhas com CTR abaixo da média do próprio site (o valor aparece no quadro de CTR média do gráfico). Compare sempre consultas com posição parecida, porque o CTR cai naturalmente conforme a posição piora.
O que fazer com a lista: pesquise cada consulta no Google em janela anônima. Se o título do concorrente é mais específico, reescreva o seu. Se há uma visão geral criada por IA respondendo a dúvida no topo, o ganho de CTR tende a ser limitado, e vale priorizar ser a fonte citada nela. O texto sobre as diferenças entre SEO, GEO e AEO aprofunda esse ponto.
Consultas em forma de pergunta mostram dúvidas reais do público e viram seções de artigo, perguntas frequentes e pautas novas.
Como fazer: adicione um filtro de consulta Personalizada (regex), escolha "Corresponde ao regex" e cole a expressão abaixo.
^(como|o que|qual|quais|quanto|quanta|quando|onde|por que|porque|para que|pra que|vale a pena|é possível|existe|pode)\s
A expressão pega consultas que começam com essas palavras. Para achar perguntas no meio da consulta também, retire o acento circunflexo (^) do início. Ordene por impressões e observe os temas que se repetem.
O que fazer com a lista: agrupe as perguntas por tema. Perguntas sobre um assunto que já tem página viram H2 ou item de FAQ nessa página. Grupos de perguntas sem página correspondente viram pauta nova.
Muitas vezes a página que aparece para uma consulta não foi feita para ela. A home aparece para o nome de um serviço, um artigo de blog aparece para uma busca de contratação, uma página institucional aparece para uma dúvida técnica. Nesses casos, o site fica preso em posições medianas porque nenhuma página responde de forma completa.
Como fazer: vá para a aba Páginas e clique na home (ou em uma página genérica, como a de serviços). O relatório passa a mostrar só dados daquela URL. Volte à aba Consultas e liste o que ela recebe. Consultas que descrevem um serviço, um problema ou um setor específico são candidatas a página própria.
Variação útil: clique em uma consulta importante e abra a aba Páginas. Se duas ou mais URLs dividem as impressões, pode haver disputa entre elas pela mesma busca. Anote para decidir entre consolidar e diferenciar.
O que fazer com a lista: consultas comerciais sem página dedicada costumam ser as oportunidades de maior impacto em negócio, porque a página nova nasce alinhada à intenção de quem quer contratar.
A comparação mostra o que está mudando. Consultas que cresceram indicam demanda nova ou páginas que começaram a ganhar posição. Consultas que caíram indicam conteúdo envelhecendo ou concorrente passando à frente.
Como fazer: no filtro Data, abra a guia de comparação e escolha "Comparar os últimos 3 meses ao período anterior" (ou ao mesmo período do ano anterior, se o setor tem sazonalidade). A tabela ganha colunas de cada período e de diferença. Ordene pela diferença de impressões para ver o que cresceu e pela diferença de cliques para ver o que perdeu.
O que fazer com a lista: consultas em alta sem página forte viram pauta prioritária. Páginas com perda de cliques e sem mudança técnica na mesma data entram na fila de atualização. O mesmo raciocínio é usado para medir o tempo de resposta do SEO depois de cada ajuste.
Para B2B, a consulta mais valiosa raramente é a de maior volume. Buscas com preço, contratação, comparação ou nome de setor trazem menos visitas e mais oportunidades.
Como fazer: filtre as consultas com a expressão abaixo e ajuste as palavras ao seu mercado.
(preço|preco|valor|quanto custa|contratar|empresa|agência|agencia|consultoria|fornecedor|melhor|melhores|comparação|comparativo|vs|alternativa|para empresas|b2b)
Para cauda longa, use a expressão que retorna consultas com cinco palavras ou mais. Elas costumam revelar contexto e dor específica do comprador.
^(\S+\s){4,}\S+$
O que fazer com a lista: marque as consultas com intenção de contratação. Elas orientam páginas de serviço, comparativos e casos de uso, que são os formatos que mais conversam com a etapa de decisão.
O valor do levantamento aparece quando as seis listas viram uma planilha única, com uma ação decidida para cada linha.
Use uma aba única com estas colunas: consulta, filtro de origem, página que ranqueia hoje, impressões, cliques, CTR, posição, intenção (informacional, comercial ou de contratação) e ação.
Ordene primeiro pela intenção (contratação antes de informacional) e depois pela distância do topo (posição 9 antes de posição 19). Um exemplo hipotético, apenas para ilustrar: uma consulta "consultoria de seo para saas" com 300 impressões na posição 11 costuma valer mais para uma agência B2B do que "o que é seo" com 5.000 impressões na posição 18.
Para decidir o que vira pauta nova, o artigo sobre como escolher pautas de blog complementa este processo com critérios de negócio.
Repita o roteiro uma vez por mês. A comparação entre levantamentos mostra se as páginas atualizadas subiram e alimenta a próxima rodada de pautas.
O Search Console passou a oferecer o Relatório de performance da IA generativa (Pesquisa), com impressões de links do site em visões gerais criadas por IA e no Modo IA, organizadas por página, país, dispositivo e data. Segundo o Search Engine Land, a disponibilização para todas as propriedades terminou em 31 de agosto de 2026, e o relatório não traz dados de cliques.
Para a pesquisa de palavras-chave, ele ajuda a ver quais páginas já aparecem nas respostas de IA. Cruze com o filtro 3: páginas com muitas impressões em IA e perguntas relacionadas no relatório de resultados da pesquisa são boas candidatas a reforço de conteúdo.
Em dezembro de 2025, o Google anunciou no blog do Search Central uma configuração com tecnologia de IA para o relatório de resultados da pesquisa. Você descreve a análise em linguagem natural e o sistema aplica filtros, comparações e métricas.
Conforme a cobertura do Search Engine Journal, o recurso foi liberado de forma gradual para um conjunto limitado de sites, não ordena tabelas nem exporta dados, e o Google recomenda revisar os filtros sugeridos porque a IA pode interpretar mal o pedido. Se ele estiver disponível na sua propriedade, serve de atalho para os filtros deste tutorial, sempre com conferência manual.
Na gestão de SEO, esse tipo de leitura do Search Console alimenta a fila de atualização e de pautas, e cada página alterada ganha data registrada para medir o efeito na comparação seguinte. A priorização parte da intenção de negócio de cada consulta, com o volume de impressões como critério de desempate.
Os cases mostram por que medir além do tráfego. Na Britannica Education, o tráfego orgânico dobrou em 9 meses e os MQLs cresceram 70%. A GWCloud somou 85% de crescimento orgânico a uma queda de 32% no custo por oportunidade, sem aumento de verba. Os dados vêm de GA4, Search Console e CRM dos clientes, e a leitura sempre coloca oportunidades ao lado das visitas.
Quando o time interno precisa produzir o que a análise aponta, a produção de conteúdo SEO transforma a planilha de oportunidades em páginas publicadas.
Não. Ele mostra impressões, que é quantas vezes o site apareceu para uma consulta, e isso depende da posição do site. Uma consulta com poucas impressões pode ter volume alto se o site estiver na terceira página. Para volume estimado de termos em que o site não aparece, é preciso usar ferramentas de pesquisa de palavras-chave.
Abra Desempenho > Resultados da pesquisa e clique na aba Consultas, abaixo do gráfico. A tabela lista as buscas com cliques, impressões, CTR e posição média. Para ver as consultas de uma página específica, clique na aba Páginas, selecione a URL e volte para a aba Consultas.
A exportação pelo botão da interface é truncada em mil linhas. Para ir além, filtre antes de exportar (por pasta, país ou regex), use o conector do Search Console no Looker Studio ou configure a exportação de dados em massa para o BigQuery, que traz os dados de desempenho disponíveis, exceto as consultas anônimas.
Não existe um número ideal para o site inteiro. Para achar oportunidades, as consultas entre as posições 8 e 20 são as que mais se beneficiam de atualização, porque a página já é considerada relevante. Como a métrica é uma média do melhor resultado em cada impressão, observe a tendência ao longo do tempo e a posição por consulta, e não a média do site inteiro.
Use um filtro de consulta Personalizada (regex) com a opção "Corresponde ao regex" e uma expressão que liste as palavras de pergunta, como ^(como|o que|qual|quais|quanto|quando|onde|por que|porque|para que)\s. O acento circunflexo limita às consultas que começam com essas palavras. Retire-o para incluir perguntas no meio da consulta.
Uma vez por mês funciona para a maioria dos sites B2B. O intervalo dá tempo para as atualizações surtirem efeito e permite comparar períodos com dados suficientes. Sites com muito conteúdo ou muitas publicações podem repetir os filtros 1 e 5 a cada duas semanas.
Se o levantamento mostrou mais oportunidades do que o time consegue executar, ou se você quer confirmar as prioridades antes de investir em conteúdo, a Pipa analisa o seu Search Console e devolve a lista de consultas com ação e ordem de execução. Para aprofundar os fundamentos, o guia de SEO está disponível para download.